Simonepelissari

Maio 23, 2009

Encontros casuais… Parcerias musicais inusitadas…

Arquivado em: CANTORA — simonepelissari @ 11:36 pm

Quando se fala em música,  alguns questionamentos surgem, desde sua origem, como, quando e de que forma ela nasce. Se existe um porque, se veio por inspiração, se foi pensada, analisada…. Diversas opiniões e discussões surgem. Se a análise é feita por um ouvinte independente de conhecimento de teoria musical, simplesmente se comenta quanto a beleza da música, num todo. Já quando quem escuta é um músico,  o ouvido fica atento aos arranjos,  as harmonias encrencadas ou não, se há dissonância, modulação, ou mesmo se choca isso ou aquilo, se diz tudo ou nada. Pessoas “cult” caminham pela expressão da letra, atmosfera gramatical etc,etc,etc…E há ainda os especialistas em fazer uma análise semiótica da poesia que se faz canção.

Meu texto hoje aqui, retrata de forma simples, o que pode resultar em uma canção. O acaso. E que acaso!  Há um bom tempo atrás,  fui assistir um som instrumental na Livraria da Esquina, antes mesmo da mesma mudar de endereço. Música de prima, músicos de prima, e eu naquele dia, não resisti a prestigiar uma jam com músicos que marcavam presença semanalmente no lugar. Tudo bem! Durante a sonzera, se aproxima de mim, uma figura amigável, que sentou ao meu lado e após trocar algumas poucas palavras, me entrega um guardanapo com uma letra legível, e versos inspirados e, sem pestanejar disse em bom tom, mais ou menos assim:  O que você acha? Me falaram que você é compositora,  essa letra dá uma música? Claro, fiquei sem jeito. Mesmo porque, tão habituada a fazer minhas letras e músicas em kit completo,  sabia que aquela situação era um desafio. Mas um desafio musical, interessante. Ah, li com calma e achei linda aquela poesia feita por aquela figura simpática, durante a apresentação que rolava naquele momento. Minha resposta foi tão automática, que logo em seguida pensei: Como falei isso? E se não rolar a música, e se a métrica da letra ficar difícil de musicar, e se não agradar, e … Enfim, soltei a frase ao ler a letra, que aquilo dava samba. E ele disse: Ótimo, quero ver. Estou curioso! Passei meu e-mail para ele, e claro, pedi para enviar por e-mail, pois assim ganhava tempo pra me preparar psicológicamente, ou quem sabe, ele deixava pra lá, e eu me livrava de pagar um mico ehehh. Não, Lenine Rocha, não pensou assim. Pra ele o negócio era sério. E logo a letra se deparou na íntegra em meu e-mail. Pois é, pra ele, uma vontade de ver a letra mais viva do que já era. E eu do outro lado, com uma pequena encrenca…rs. Puxa, por onde ir, como? Samba, lá vou eu. Mas aconteceu. Fácil? Não, nada. Tive que ralar os pensamentos musicais na cabeça, inspirar, transpirar…mas como um pintor lapida sua obra,  eu alí era responsável por juntar duas obras em uma só, com razão e emoção, e claro, lapidar o melhor possível minha parte, sem alterar nem uma vírgula da letra em questão.  Sem narcizismo,  gostei do que foi criado. Gostei da música, gostei da Periferia da Poesia. Linda letra, a música acredito que correspondeu a poesia. Ele aprovou! Acaso do destino, a música nasceu ali!  Mais um acaso. Dia desses, estava eu em Campinas, prestes a fazer uma apresentação na Livraria CUltura, quando no camarim, chega alguém e pergunta para os músicos sobre mim. Eu ouvi  a voz, e quando olho, era ele, Lenine Rocha, da Periferia da Poesia. Ele ouviu uma entrevista minha na CBN e descobriu que eu estaria fazendo um show. Levou a música com um arranjo lindíssimo, me deu a cópia que está pra ser lançada, tecendo elogios a nossa parceria. Fiquei encantada, até hoje, escuto e penso como esses encontros casuais podem resultar em parcerias musicais inusitadas. Música é isso!

Maio 11, 2009

Dia das mães!

Arquivado em: CANTORA — simonepelissari @ 12:28 am

Domingo, dia das mães! Falo aqui como filha e ao mesmo tempo, como admiradora das mães que fazem do amor por seus filhos, uma felicidade eterna. Amar. O amor de mãe para filho é incondicional, e acredito que nós todos deveríamos ter esse amor ao próximo. Às vezes é fácil. Às vezes não. O que importa, é esse puro sentimento que é capaz de transmitir lindas lições de vida. Amor de mãe – não tem preço. É maravilhoso. É como o cantar dos pássaros. Traz uma gostosa sensação. Nos ensina. E a gente aprende. Essa vai pra mamis: Te amo!

Abril 30, 2009

Mente sã, corpo…

Arquivado em: CANTORA — simonepelissari @ 9:51 pm

O que fazer para manter o equílibrio corpo e mente? Tantas são as opções, teorias, metáforas… Tudo lindo, quando se fica no” talvez”;  no” pode ser”; no “acredito que sim”! Ora, mas na prática, o cotidiano da vida agitada, soa cada vez mais confuso na hora de se buscar um caminho para o famoso equlibrio. Às vezes, parece até impossível. Não, não é tão absurdo assim. São muitas informações,  metas, objetivos, e pressões que muitas vezes, é mais fácil esquecer que nossa mente e nosso corpo merecem atenção. E aí? Qual a fórmula? Bem, se esta existisse, eu juro que seria a primeira a trazer pra vocês.  Mas acho, com meu pouco conhecimento, que é um conjunto de várias cositas juntas, e claro,  um pouco de atenção a si próprio, não é nada mal. Uma das minhas pequenas atenções para encontrar um pouco de equilibrio, é tentar me disciplinar para comparecer às aulas de yoga. Isso seria um grande avanço, acho que estou aos poucos conseguindo. É tão bom se perceber…. O corpo e a mente, agradecem!

Abril 29, 2009

Midinight in San Juan…

Arquivado em: CANTORA — simonepelissari @ 11:37 pm

A vida é um grande presente, e é por causa dela que busco sempre enxergar o lado bom das coisas! Não devo me extender para falar sobre o tema,  que é,  sem dúvida alguma, uma das minhas “inspirações” cotidianas que mais me agrada. Mas… porque? Fácil explicar!  Dessa vez, a criação veio para a música, e não “com a música”. Agradável, fácil de ser compreendida, com ares leves de fraseados jazzísticos…um pop refinado. Ah, a melhor denominação encontrada para esse som: Smooth Jazz. And……De cara, me impressionei e percebi que ela estava querendo me dizer algo. Maravilha! Debruçou sobre mim uma poesia com  início, meio e fim – daquilo que poderia indicar alguma relação com a noite de San Juan. Incomodada, ao acordar e  ouvir  cada nota,  já era possível traduzir  com clareza,  o sentimento que particularmente a música de Earl Klugh queria dizer sob meu olhar, meu feeling, às vezes aguçado, às vezes mal cuidado! E estou gostando do feedback dos ouvintes… Modéstia a parte,  como diria Thomas Édson: “Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.”         

Abril 26, 2009

Futuro do CD….

Arquivado em: 206953 — simonepelissari @ 11:03 am

O tema já não é mais novidade pra ninguém, pelo menos, informações diversas sobre o assunto não faltam. Falar sobre o futuro do CD parece “chover no molhado”,  mas quem sabe todos nós passemos a refletir mais sobre isso, e tudo passe a ser um pouco diferente.  Li  uma resenha sobre um livro que trata sobre o futuro do CD e da música,  e que está disponível em PDF, assunto importante para os músicos e aos que trabalham com música de alguma forma. Para quem se interessar, o site www.futurodamusica.com.br, disponibiliza o livro gratuitamente. Que avanço! Pois é, e é isso que está acontecendo com a música.  A tecnologia avança, os recursos, as facilidades de se produzir um álbum também, a famosa era da “democratização”. É possível entrar em determinados sites e baixar músicas gratuitamente, e claro,  se o caminho segue por aí, quem vai remar contra a maré? Não sou contra esses recursos, pelo contrário, acho que ajudam e muito na divulgação de novos trabalhos.  Aproximam as pessoas de um universo musical não exposto pela grande mídia, entre outras coisas.  Mas a facilidade desenfreada, acaba levando a um caos que poderia ser evitado se nós estivessemos preparados para tantas mudanças. Se pararmos pra pensar, elas já  vem acontecendo há algum tempo, desde a década de 90, com o avanço da informatização, etc. Podemos dizer que estamos vivenciando grandes transformações em todos os setores, e claro, na música não é diferente. Eu, particularmente, adoro navegar na net e ouvir trabalhos que na inexistência dessa possiblidade, eu talvez, não conheceria tão cedo. E isso se diz ao meu trabalho. Quantas pessoas já ouviram minhas canções sem ao menos me conhecer, até mesmofora do país, tudo pela web, graças ao myspace,  e outros sites.  Essa democratização dá espaço a todos e também o público tem acesso a infinitos trabalhos, cabe aí escolher o que agrada ou não. Particularmente, eu ainda sou daquelas pessoas fascinadas em procurar os CDs nas lojas, olhar as novidades e se possível, trazer para o meu acervo,  isso acredito que não deve acabar. O CD físico traz uma sensação diferente do que entrar na net e ter tudo ali. Eu continuo aqui, com eles ao meu redor, com uma liberdade restrita aos que já adquiri, vislumbrando quais os novos CDs que entrarão nas minhas prateleiras…Isso pra mim, é um prazer irrestrito.

Abril 23, 2009

SIMONE PELISSARI

Arquivado em: MPB — simonepelissari @ 10:26 pm

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